Você conhece um puxa-saco?

Quando identificamos uma falha comportamental em algum funcionário ou verificamos a existência de uma característica prejudicial ao bom andamento da empresa, tomamos decisões que implicam no desligamento de alguém ou na readequação de comportamento. No entanto, em alguns casos, nem mesmo treinamentos ou afastamentos resolvem o problema. Um caso típico de perfil que não se resolve com este tipo de atitude é o do "puxa-saco".

O puxa-saco não se extingue – por mais que desejemos com todas as nossas forças. Entretanto, as empresas tendem a não suportar seu comportamento por muito tempo. O puxa-saco é aquele colega que vive bajulando o chefe. Todas suas atividades são norteadas pelas preferências do superior – jamais discordando de qualquer opinião que venha de cima. Em alguns casos, esses profissionais deixam de fazer suas atividades em favor de benefícios para quem eles realmente querem agradar.

Mas a minha preocupação, aqui, é com a outra parcela de profissionais, que se preocupam em ser eficientes e mostrar serviço aos seus superiores sem serem bajuladores. Eles se dão bem com todos por empatia, e não ao fato de forçarem amizades. A diferença está nos objetivos. Os aduladores querem ser benquistos a qualquer custo. Pretendem adquirir confiança com benfeitorias e privilégios. Tentam mostrar a todo o momento que não precisam do resto da equipe para trabalhar e se acham autossuficientes. Seus principais objetivos são aumento salarial, promoção ou simplesmente ser o braço direito do chefe – mesmo que seja apenas para ser companheiro na hora do almoço e poder se gabar disso.

Já os profissionais sérios, que não ligam para adulações, preferem se dedicar ao trabalho. A recompensa que esperam é consequência do profissionalismo, e não de outros artifícios. O fato de serem queridos pela organização vai mais pela sua simpatia, pelo seu bom trabalho e, principalmente, pelos resultados. Se são amigos ou não de seus chefes independe de benefícios. Os objetivos principais são atender bem à empresa, entregar trabalhos bem feitos e antes do tempo estipulado. Promoção, aumento de salário e reconhecimento são consequências de um excelente trabalho que desempenham ou, pelo menos, tentam desempenhar.

A importância de separar o joio do trigo
Enquanto alguns profissionais ineficazes ocupam posições estratégicas por gratidão dos chefes, alguns talentos verdadeiros se cansam da injustiça e partem para outros desafios. Afinal, o que é melhor: ter um talento satisfeito na equipe ou recompensar um bajulador e deixar que ele tome o lugar desse talento? Para isso, é fundamental ser isento na hora de definir quem sobe ou não dentro da
organização. Se o bajulador faz seu trabalho bem feito, ótimo. Mas se ele continua ali para satisfazer cada vez mais as vontades do chefe, cuidado. Assim como ele te bajula hoje, ele pode adular outra pessoa amanhã e acabar tomando seu lugar.

Mais importante do que prestar atenção nos bajuladores de plantão é valorizar aqueles profissionais que atendem às demandas da empresa – entregando trabalhos bem feitos e antes do tempo estipulado.
por Bernt Entschev

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